Materiais essenciais para arquitetura

Você esta prestes a entrar no curso de arquitetura, está empolgado e recebe uma lista de materiais de desenho.  Esquadro, lapiseiras, escalímetro, bloco de folhas, bigode ou juba, pasta A3 e por aí vai. A questão  que o curso de arquitetura tem um custo considerável e  muitos estudantes de arquitetura não tem condições financeiras para arcar com os materiais. Você vai desistir de curso? Claro que não. Primeiro vamos com calma.
No primeiro semestre temos aulas de desenhos, mas são na maioria dos cursos desenhos artísticos. O que não precisa de muito, além de lápis e bloco de papel.  A lista pode ter escalimetro, jogo de esquadro, compasso que são ferramentas importantes no nosso curso mas não serão usadas agora. Obviamente convém checar com sua professora ou professor.

 Lápis de diferentes gramaturas

Os lápis de desenho arquitetura têm grafites de durezas especificas, os mais comuns são  o HB, 2B, 4B e 6B. No entanto há outros lápis que talvez sejam pedidos.

Blocos de papel

Normalmente começamos com papes em tamanho A3, também tem características específicas.  Normalmente usamos o papel sulfite de gramatura 200. A gramatura se refere a grossura do papel, o que interfere no desenho. Há outros tipos de papeis com outras características. Aconselho somente adquirir outros tipos de papel se você quiser desenvolver desenho artístico mais afundo. Durante o primeiro semestre só usei o sulfite mesmo, só depois ao longo o curso usei os outros papeis por conta própria.

O bigode ou juba

Esse material nada mais é do que uma escova para limpar o seu desenho, pode parecer que é frescura, mas ele tem certa utilidade. Porque desde a escola temos a mania de limpar os restos de borracha em nossos cadernos com a mão. No entanto se fizer isso com o grafite que fica no papel, você pode mancha-lo  e sujar toda sua mão, o que só piora tudo para borrar todo o desenho.

Pasta A3

Atenção, eu já vi pessoas com pasta A3 de couro, caríssimas. De maneira alguma é preciso ter algo assim, o ego dos arquitetos já é inflamado demais. Compre a mais básica que você encontra, porque ali você irá guardar todos seus desenhos que serão em folhas A3. Depois eu usei ele para guardar meus desenhos textos e tudo mais, virou meu organizer e olha que já formei, então tem tempo.

A pasta A3 normalmente é um símbolo dos calouros, porque a partir do segundo usamos o tubo, carinhosamente chamada de bazuca ou tubão. Porque usamos papel manteiga que é maleável e pode ser enrolado para ser guardado dentro dele. Falei sério sobre a pasta, a mais simples.

Preciso reforçar que todos os matérias listados foram os mais usados, por mim no meu primeiro semestre, pode acontecer do seu curso seja um pouco diferente portanto é de extrema importância falar com seu professor, ou professora, explicando  que você não tem condições de arcar com toda a lista de uma vez e que se possível mostrar para você quais serão usados  de fato nas primeiras aulas.

Fiz esse texto porque muitos fazem posts desesperados no facebook, muitos acham que arquitetos são uma espécie de nata da sociedade e cheios de grana, o que não é verdade. Tem muita gente que luta para entrar e se formar no curso. Esse texto é para vocês.  O ARQmente deseja a todos os estudantes de arquitetura um bom semestre. Um abraço e Roger that! \o.

Como é o curso de arquitetura e urbanismo

Ok, então você está começando a faculdade de arquitetura e urbanismo, muitos não ficam ansiosos e querem entrar no curso logo. Mas o que me motivou a escrever esse texto foi a falta de informação sobre o que é ensinado no curso. Muitos  calouros não sabem como é o curso. Acham que já vão fazer projetos de casa e somente projetos de casas. Acredite eu pensava que seria como o Niemeyer.

O curso de arquitetura na maioria das vezes é dividido em ciclos. Ciclo básico: os três primeiros semestres, ciclo intermediário:  quarto, quinto e sexto semestres e por fim o ciclo final que corresponde aos últimos semestres.

No ciclo básicos temos matérias de sociologia, antropologia, história da arte e da arquitetura, maquete, representação, desenho artístico e desenho técnico, programas de arquitetura com sketch up, AutoCad e Revit. É nesse ciclo que o aluno aprende a base para ser um arquiteto, as ferramentas técnicas e teóricas para fazer projetos arquitetônicos e urbanísticos.

No início tudo é muito novo e empolgante, mesmo que as  salas escuras e os slides de histórias sejam um convite para dormir é essencial ter esse tipo de conhecimento, porque aprendemos a ter repertório e referências de projeto.

Já no ciclo intermediário temos aulas como estruturas ( alvenaria, concreto, aço e madeira), instalações hidráulicas e elétricas, sustentabilidade, análise urbana. Em todas essas matérias  os conteúdos são aplicados em projetos, portanto são várias matérias de projetos que se aplicam conhecimentos específicos.  Nessa hora nos sentimos arquitetos porque começamos a entender como um projeto funciona em várias questões.

Claro que ainda no ciclo intermediário ainda temos aulas teóricas como teoria da arquitetura, urbanismo e construção. Além de matérias optativas que mudam a cada semestre, portanto fique atento as optativas.

Por fim o final do curso apresenta desafios maiores. Espera que o aluno já tenha mais desenvoltura de projeto. Nessa etapa o aluno se depara com projetos urbanos de larga escala, projetos habitacionais , projetos de restauro, projeto executivo.

Claro que  tem o tão esperado TFG /TCC em que o aluno desenvolve um projeto por conta própria. Nada mais é do que um ensaio de tudo que se aprendeu na faculdade. Sugiro que faça um projeto que esteja próximo com o que você queira trabalhar. O importante é que o Trabalho só depende exclusivamente de você.

No final de todo esse processo  nós formamos e damos a outra etapa de nossas vidas com novos desafios para vencer. No fundo o curso é cheio de surpresas, desafios, as vezes cansativo mas é um curso muito bom que amplia nossos horizontes. Com certeza ao sair será diferente da pessoa que entrou.

Dois anos de ARQmente

Há dois anos eu abria meu canal no Youtube  e sinceramente e não sabia o que estava fazendo. Eu sabia que eu queria falar de arquitetura mas muita coisa mudou nesses dois anos de youtube. Percebi que ser um criador de conteúdo exige muita dedicação e esforço. Abrir um espaço e ter voz é um desafio constante.  Mas aqui vão algumas coisas que aprendi e  vivenciei com meu canal.

Fazer vídeos ainda é bom . Produzir conteúdo  é uma experiência diferente. Cada dia você melhora, seja nos roteiros, na edição, no jeito de conversar com a câmera… é um estudo contínuo. Pode ser muito divertido porque imagino como o vídeo vai ficar e  na minha cabeça fica engraçado, na maioria das vezes.

Conquista de espaço. O canal triplicou em tamanho de inscritos. Sei que ainda sou um canal pequeno mas sinto que cada vez mais as pessoas, confiam no meu trabalho e sabem do meu trabalho. Tanto que meus primos sabem do meu canal no Youtube. Por isso sei que estou no caminho certo, que tudo é uma questão de tempo mesmo que a estrada ainda seja muito longa.

Meu grupo de apoio. Não teria como  deixar eles de hora. São pessoas que me acompanham desde o início do meu canal. Acredito que eles já estejam acostumados com a minha bajulação com eles, mas sem vocês o canal seria outra coisa. As zoeiras, os papos cabeça  sobre arquitetura durante a madrugada, é algo que nenhum dinheiro paga. São pessoas que não conheço pessoalmente, mas considero muito.

Ganhamos um concurso. Essa é nova, inventei de participar de um concurso de vídeos do Brainstorm tutoriais e acredita que ganhamos? Não ganhei sozinho, tive apoio dos meus colegas youtubers de BH o EDY que votaram e divulgaram meu trabalho. Isso é incrível porque  encontrei grupo  de pessoas que me ajudaram  e tenho muito apreço. Muitas pessoas encaram o Youtube como uma competição. Os  produtores de conteúdo são parceiros, não concorrentes.

O futuro, nem sei o que me espera. Só quero produzir meu conteúdo e meus vídeos o que vier de resultado é lucro.  Não quero fama e todo esse glamour que os grandes youtubers tem. O que busco com o ARQmente é reconhecimento do meu trabalho no youtube e  da minha profissão de arquiteto urbanista. Se conseguir isso, serei um jovem realizado.  Só sei que muitos anos de ARQmente estão por vir, um abraço e Roger that!\o.

O início da profissão.

Caso você ainda não me conhece, prazer pode me chamar de Roger, arquiteto recém-formado. Se você acompanha meu trabalho por aqui a mais tempo talvez tenha visto meu último vídeo no canal, senão fica a vontade.  O começo da profissão é sempre um desafio a ser vencido. Uma mistura de medo, com ansiedade e surpresa. Afinal é o nosso primeiro projeto. Isso quando ele acontece. Eu  descobri que arquitetura é uma profissão difícil. Mas eu sou o tipo de pessoa que não solta o osso tão fácil. Se me formei arquiteto, quero trabalhar com arquiteto.

Uma das coisas que é preciso fazer é se mexer. Infelizmente reclamar das coisas não resolve muito. Arquiteto tem que procurar cursos, ir a palestras, conhecer pessoas, apresentar seus projetos.   Não é logo de cara que você vai pegar um projeto de museu ou escolas. O início sempre é devagar.

Seja abrindo um pequeno escritório ou se  preparando para um concurso público as coisas começam devagar. O segredo, acredito eu, é fazer um bom trabalho, o seu trabalho é a sua publicidade. Se você faz um projeto bem feito, legível, bem executado e que o seu cliente goste. É certo que a divulgação boca a boca poderá trazer novos clientes.

Enquanto os projetos não vêm, não fique parado, faça cursos, invista seu tempo na sua formação. Crie um portfólio mais bem estruturado, um currículo convincente e mande para alguns escritórios. A vaga de emprego não cai do céu.

Infelizmente mesmo com todo esse esforço, não é garantia de trabalho, mas é preciso tentar, correr atrás e não desistir. Porque enquanto você está parado outros com certeza estão se mexendo e se firmando no mercado de trabalho. Mesmo que seja com arquiteto autônomo. Afinal a maioria dos arquitetos é autônomo, faz o seu próprio caminho. Mesmo com todas as adversidades.

Games de arquitetura

miniatura.jpgA arquitetura faz parte da cultura sendo parte essencial da sociedade, visto que a arquitetura nos cerca materialmente. Podemos pegar e vivenciar a arquitetura de uma maneira muito intima. Nossa sociedade esta em eterno processo de mudança, tal como arquitetura que hoje também esta nos jogos.

A maioria dos estudantes de arquitetura tiveram seus primeiros contatos com o mundo da arquitetura através dos jogos. Os primeiros jogos tiveram inicio no final da década de 70 e desde então modifica o mundo como percebemos o mundo. Arquitetura nada mais é que uma solução para as demandas das pessoas através da percepção de mundo delas.

Games de arquitetura como The sim sim city e até mesmo o recente block’s hood nos permite que arquitetura esteja também no mundo digital ao alcance de mais pessoas. Se no mundo real a arquitetura não consegue dar solução para os problemas que nos cerca, nos games a arquitetura consegue solucionar os problemas e despertar a criatividade de quem joga.

A geração de arquitetos dos anos 2000 cresceu jogando the sims, e pensando que arquitetura era simplesmente fazer a única coisa que o jogo permite: Casas. Felizmente ao entrar em qualquer curso de arquitetura o aluno percebe que arquitetura é algo além do que um mero jogo.
Os games de arquitetura, na verdade, são uma faca de dois gumes pois incentiva os jovens a conhecer um pouco mais sobre arquitetura mas por outro lado os games simplificam demais o mundo da arquitetura e criam uma falsa expectativa nos futuros estudantes.

Os jogos servem como entretimento mas também fazem parte da cultura, o que  pode ampliar o alcance da arquitetura sobre a sociedade, principalmente os jovens. Mesmo assim 80% das residências do nosso país foram feitas sem arquiteto ou engenheiros. No futuro com o avanço da tecnologia de games possamos criar jogos mais realistas de arquitetura e talvez tornar, de fato, a arquitetura algo de todos.
Para saber mais acesse:https://goo.gl/Huhjod

 

Ao menos tente

miniatura-opMuita gente, muita gente mesmo quando vem ao meu canal, a primeira coisa que me perguntam é se devem fazer arquitetura. Eu conto um pouco da minha trajetória dentro do curso, conto dos prós e contra. Afinal tenho que ser verdadeiro com meu público não posso mentir. Mesmo que tenha me formado em uma época complicada eu estou feliz.
Não me imagino fazendo outra coisa, tirando claro o Youtube. Foi um dos maiores acertos da minha vida, fazer arquitetura e urbanismo.

Eu digo com a maior tranquilidade. A minha geração quer  fazer aquilo que gosta, mesmo assim não será  fácil. Mas somos uma geração que não esta satisfeita com algo  queremos algo além de que só trabalhar.  Estamos pensando fora da caixa, empreendendo e correndo atrás de oportunidades que muita vezes é difícil de enxergar. A questão é que ter um diploma não basta. É preciso muito mais.

Mas é preciso começar de alguma forma, trabalhar e ganhar a sonhada experiência que tanto exigem.  A arquitetura é algo muito amplo com algumas áreas de atuação: Pode trabalhar com projetos de interiores, projeto urbano, projetos comerciais, residenciais e por aí vai. Tente achar um trabalho que se encaixe na área que você goste, pelo menos do meu ponto de vista se você tem afinidade com algum assunto o projeto acaba saindo, mesmo com várias noites viradas. Você acaba se sentindo satisfeito com aquilo.

A questão central desse texto não é se você deve ou não fazer arquitetura, mas sim se você se vê exercendo a profissão e se sente satisfeito com aquilo, se há um propósito em tudo aquilo. Então tente correr atrás daquilo que te motiva, caso não tenha oportunidade de trabalhar com aquilo experimente outra área dentro da arquitetura. Já vi arquitetas que queriam mexer com projetos comerciais e acabaram trabalhando com interiores e ali  tomaram gosto pela coisa.

O maior acerto que pude ter foi fazer aquilo que gosto, mesmo que a grande maioria se sujeite a trabalhos que não trazem satisfação pessoal isso pode ser uma somente uma fase, um degrau para ultrapassar, porque no final das contas temos que tentar somos jovens e não temos tanto a perder.
um abraço e Roger that!\o.
Link para o vídeo:https://goo.gl/scXpwj

Os erros de hoje e ontem

miniaturaEntramos no curso, somos calouros e tudo é novidade para nós. sabemos que nosso curso é difícil, exigente e cansativo. Em momento algum eu empurrei meu curso com a barriga. Mas é  claro que aquela  empolgação vai diminuindo com o tempo. Muito estudantes acabam se conformando com os trabalhos, as provas e o ritmo do curso de arquitetura. Não tem tempo e nem animo para avançar nos projetos. Muitos fazem projetos e não sabem defender o projeto, talvez seja por isso que os projetos mudem tanto. Outro erro que cometi não foi pro vídeo defenda seus projetos. Lembrando que defender não é brigar.

Maior erro é se acomodar com o curso, a aula chata,  os trabalhos feitos  por fazer. Não precisamos e nem queremos que todos nós sejamos como o Artigas, Niemeyer , Reidy, Bo Bardi ou Coutinho, mas devemos aprender com eles para fazer projetos novos e melhores. Não adianta em nada reclamar de nossas cidades e prédios monótonos senão formamos arquitetos de qualidade com pensamento crítico.

Mesmo que eu já tenha dito eu repito, ser um bom arquiteto leva tempo, portanto  jamais espere sentado o sucesso vir, busque sempre melhorar, ampliando o repertório de arquitetura  e projetando  bons espaços, pensando que esses meros espaços são os lugares das pessoas. Mesmo que você seja um arquiteto recém-formado como eu e tenha pegado somente pequenos projetos de interiores busque, na medida do possível, inovar.

Talvez assim um dia possamos dar ânimo a arquitetura de novo. No passado produzimos uma arquitetura que acreditou ser boa e inovadora, o tempo passou a inovação se foi, mas a arquitetura ainda é boa. Veja o MAM do Rio de Janeiro, o SESC de São Paulo, a igreja da Pampulha de Belo Horizonte, são arquiteturas que respeitam não só o indivíduo, mas também a história e a memória. O erro daquele tempo foi pensar que a arquitetura por si só mudaria uma sociedade por completo. Algo mudou, mas não chegou nem perto.

Não quero dizer que não haja arquitetura boa, no tempo recente. Há sim arquitetura de qualidade sendo produzida  nos dias de hoje, como o projeto da praça das artes em São Paulo. Essa boa arquitetura tem que ser disseminada aos quatro ventos. infelizmente isso demora um certo tempo. Portanto jamais pense em parar, pois nossa profissão pode em certa medida mudar nossa cidade para melhor mas é preciso começar, nem que seja de casa em casa.
Um abraço e Roger that! \o.
Link para o vídeo:https://goo.gl/00dOpw